Um novo consumidor e uma nova ideia. É o suficiente?

Ideia. Uma palavra cobiçada nas agências de marketing e publicidade, que traz paixão para as empresas e nos faz agarrá-la e defendê-la com todas as nossas forças. Mas uma ideia, por si só, é suficiente? Como transformar essa palavra tão querida em algo palpável e desejável pelas pessoas? Como converter uma ideia em intenção de consumo? Para procurar respostas para essas dúvidas, a GOGO Digital realizou, na última sexta-feira (Dia do Consumidor), um evento especial para debater sobre o poder das ideias em uma era na qual o consumidor, antes considerado apenas como a ponta final da “equação” de uma estratégia de vendas, deixou de ser um simples agente passivo do processo de aquisição de um serviço ou produto.

Na dúvida, ouça o cliente

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Na primeira apresentação do dia, nossa CEO, Paola Faria, demonstrou porque uma ideia, por mais que acreditemos em seu potencial, pode ser um “tiro no pé”. Com exemplos de tentativas falhas de inovação por parte de empresas como Colgate, Bic e McDonalds, ela destacou o quanto é essencial ouvir o cliente durante a concepção de novos produtos. “As pessoas associam marcas às principais características de seus produtos. Tentar inovar sem colocar a necessidade do cliente no centro da inovação tem tudo para dar errado”, afirmou Paola.

Um consumidor guiado pela convergência de tecnologias

Na sequência do evento, foi a vez de Elton Monteiro, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Jundiaí/SP, falar sobre o novo consumidor e suas principais características, percepções e reações diante de um mundo amplamente conectado. Em sua análise, Monteiro falou aos presentes como a evolução veloz das tecnologias se encaixou perfeitamente com a nova mentalidade dos consumidores – mentalidade essa cada vez mais preocupada com assuntos inerentemente humanos (contribuição, arriscar o novo, ter um significado para a vida), – e como as empresas devem se transformar também nesses aspectos para que consigam conversar com os seus clientes – o fator essencial para, então, vender seus produtos e fazer com que a marca seja lembrada.

Pesquisa: ferramenta para ouvir o consumidor

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Depois do debate sobre a necessidade de ouvir o consumidor durante o desenvolvimento de uma ideia e da palestra de Elton Monteiro sobre quem é esse novo consumidor, Samuel Vidilli (gestor do Fator H da GOGO Digital, área responsável pelas pesquisas e desenvolvimento de personas para nossos clientes) explicou de forma simples e objetiva o funcionamento de pesquisas para de fato ouvir as pessoas e, com as respostas delas, entender como melhorar a ideia inicial. “Uma pesquisa boa começa abrangendo perguntas que, à primeira vista, não têm relação com as respostas que buscamos. No entanto, as perguntas entram num funil que, a cada nível, chegam mais perto do objetivo. Desta forma, obtemos as respostas mais sinceras e importantes para um pesquisa”, contou Samuel.

Exemplos de inovação com a Deloitte Brasil

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Amarrando as últimas pontas do debate, Sergio Biagini, da Deloitte Brasil (empresa de consultoria e auditoria empresarial), deu exemplos de inovação pensados exatamente para os novos consumidores. Uber, Airbnb, Starbucks e a chinesa WeChat foram exibidas para demonstrar como seus modelos de negócios, pensados para o ambiente digital e junto com o conhecimento sobre as novas tecnologias e comportamentos dos consumidores, foram a chave do sucesso para elas. Biagini também explicou aos convidados sobre a metodologia Ten Types of Innovation, aplicada pela Deloitte em parceria com a consultoria internacional Doblin, para abordar as possibilidades de inovação em toda a cadeia de valor de uma empresa – ao contrário do que muitas companhias fazem, ao tentar aplicar a inovação apenas em produtos, canais ou clientes. “Uma rede de transporte sem possuir um único carro na frota. Uma rede de hotéis sem possuir um apartamento sequer. Essas empresas entenderam a necessidade do consumidor e souberam como desenvolver um modelo de negócios que não apenas é lucrativo, como também resolve os problemas mais humanos das pessoas”, explicou Biagini.

Ideias novas, consumidores novos, metodologias novas. Um mundo em que empresas e clientes têm uma relação recíproca, construtiva e guiada pela convergência entre o desenvolvimento tecnológico e as preocupações mais humanas possíveis. Um mundo no qual as ideias resolvem necessidades de venda e necessidades de vida.

 

Qual a sua ideia? Quem é o seu consumidor?