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Comportamento Informação
1/08/2018
Jazz e Design
Foto: Facebook Festival BB

Esse final de semana alguns colaboradores da GOGO estiveram no Festival BB de Jazz e Blues no Parque Villa Lobos. Adoraria ter ido. Mas me envolvi completamente em outras atividades e me esqueci. Até hoje pela manhã, quando ao ver as fotos dos colegas no evento notei algo em comum nos acontecimentos recentes. Vejam só:

 

Há alguns dias, Mauro Cavalletti relembra num artigo para Meio & Mensagem a primeira vez em que a comparação entre jazz e fluxo no contexto do design de experiências digitais foi feita pelo proponente da psicologia do Flow, Mihaly Csikszentmihalyi. Ele afirmou, “ficar completamente envolvido numa atividade só pela experiência. O ego cai de lado. O tempo voa. Toda ação, movimento, e pensamento surge inevitavelmente a partir do anterior, como tocar jazz. Todo o seu ser está completamente envolvido, e você está usando suas habilidades no máximo”.

 

Se sentir extasiado

O momento de êxtase segundo a Teoria do Fluxo é como um mergulho numa realidade alternativa. Quando você faz algo com espontaneidade, quase que automaticamente porque adquiriu prática e desenvolveu muita técnica e por isso é como se nem se percebesse nesse processo todo, de tão fluido e natural, você se concentra e simplesmente acontece. Como lembrou Cavalleti, sessões de improvisos são exemplos perfeitos de experiências de fluxo. “Um estado de concentração total, que nos coloca em total absorção em uma atividade.”, ou seja, tem tudo a ver com uma jam session!

 

Toró de palpites

Estávamos nós, essa semana, numa jam session – ou melhor, num “brainstorm” ou “toró de palpites”, como gostamos de chamar aqui no interior – sobre a vaga disponível para designer na GOGO para atuar diretamente com a equipe de tecnologia e desenvolvimento, onde UX é imprescindível (onde não é?) e discutimos o que gostaríamos que essa pessoa trouxesse para a equipe, quais os olhares que nos faltam, quais ritmos poderiam soar bem e deixar a nossa cozinha ainda mais preparada para o ataque. A troca e a busca por diferentes visões de mundo e sensações são essenciais para criar pensando na melhor experiência para o usuário, e a dinâmica da improvisação do jazz serve de modelo para um melhor trabalho em colaborativo.

 

Psicodelicando

No mesmo sábado, estava zapeando uma playlist surrada que só rodo em épocas de nostalgia, quando escuto um dos sons de uma banda que tive, tocando durante um festival de nome  psicodélico. Inspirada por Nina Simone, notas de blues e um certo desespero. Me lembrei que aquela foi uma das experiências criativas mais fluidas que já tive em toda a minha vida. E que essa é a sensação que busco em tudo o que faço.

 


Paola Faria

CEO