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Comportamento Informação
8/01/2018
Hiperconectividade: entendendo (melhor) a relação entre homem e máquina.
Internet

Usamos mal a internet. Estamos esquecendo como é o convívio real com outras pessoas. Valorizamos mais o que se curte e o que se posta que a realidade. Não interagimos mais com as pessoas.

Quantos de nós já não ouvimos ou falamos alguma dessas coisas?

Fim do ano passado, uma pesquisa realizada pela empresa mineira Opinion Box, com internautas de todo o Brasil, foi divulgada. Ela está totalmente disponível nesse link.

Muita informação interessante ali para refletir.

Por exemplo:a primeira coisa 50% das pessoas entrevistadas fazem ao acordar é…mexer no smartphone. Um quarto dos mesmos entrevistados confessa que, na maior parte das vezes que chegam a um bar ou restaurante, a primeira coisa que fazem é pedir a senha do wi-fi. Pouco mais de 30%, quando não têm acesso à internet, sentem como se estivessem perdendo o controle do que está acontecendo. E 35,7% deles assumem taxativamente: quando percebem que a bateria do aparelho ou os créditos vão acabar e eles não têm como recarregar ficam ansiosos.

Ainda segundo a pesquisa, 25,3% dos entrevistados acreditam que os smartphones, em geral, atrapalham a qualidade do sono, e 31,8% se esforçam para passar menos tempo conectado à internet. E mais de um quinto dos respondentes acham que a forma como eles utilizam os dispositivos digitais compromete sua qualidade de vida, relacionamentos pessoais ou mesmo a sua saúde.

À primeira vista, tudo corrobora a ideia de que realmente estamos vivendo tempos sombrios. De que “os relacionamentos pessoais estão fadados a acabar” e que tanta tecnologia vai nos deixar loucos… Mas nada poderia ser tão mais enganoso que isso.

Olha só: existem cada vez mais interações entre pessoas. De um lado do smartphone e do outro. A revolução da tecnologia, essa hiperconectividade em que vivemos, é positiva! Por outro lado, para aqueles que não nasceram na era da internet (o pessoal que tem a partir de 30 anos), muitas coisas ainda são incompreensíveis. Vemos os jovens fazendo TUDO sem tirar os olhos da tela do tablet ou do smartphone e não conseguimos entender como fazem isso. Como conseguem dar conta.

E de fato não há como fazer tudo bem feito. Como em tudo na vida, a parcimônia e o equilíbrio, são fundamentais! Essa hiperconectividade pode, se não for bem medida, causar problemas profissionais, de saúde…

O importante é aquilo que sempre falamos: não ter medo de todo esse novo mundo. E adaptar-se a ele com calma, entendendo que a tecnologia só pode ajudar. Para isso, é necessário conhecimento. Sem ele, perde-se nessa teia que é a internet. E, ao invés de trabalhar, ficamos apenas lendo as fofocas sobre a vida de celebridades…